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Cibersegurança · Artigo regulatório

NIS2 em Portugal: 5 erros que deixam empresas expostas

O maior erro raramente é técnico. Começa numa análise fraca de enquadramento, governance e accountability.

Tratar a NIS2 como assunto só de IT

Se jurídico, compliance, risco e gestão ficam fora, a análise nasce incompleta. A pergunta certa não é apenas se existem controlos, mas quem decide, quem responde e como se prova.

Assumir que só afeta infraestruturas críticas

Muitas organizações excluem-se demasiado cedo do perímetro regulatório. Serviços, dependências, continuidade, terceiros e impacto no negócio contam mais do que etiquetas simplistas.

Não documentar a análise

Sem rasto de decisão, a organização perde defesa e capacidade de execução. Critérios, pressupostos, exclusões, dependências, responsáveis e roadmap devem ficar registados.

Ignorar a cadeia de fornecedores

A NIS2 estende as obrigações de segurança à cadeia de abastecimento. Não basta proteger o perímetro interno: é preciso avaliar fornecedores críticos, refletir requisitos em contratos e acompanhar dependências de terceiros e de prestadores de serviços geridos.

Deixar a gestão de topo de fora

A NIS2 responsabiliza diretamente o órgão de gestão pela aprovação e supervisão das medidas. Quando a administração delega tudo no IT e não recebe formação nem reporting, falta accountability — e a exposição, legal e operacional, recai sobre quem decide.

Fontes e enquadramento

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